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É luxo!

20 jul

O mercado de luxo no Brasil movimenta US$ 4 bilhões por ano, segundo apurações da primeira pesquisa do setor realizada pela MCF Consultoria & Conhecimento em parceria com o instituto Cfk Indicator, divulgada pelo Mundo do Marketing. O Brasil é um dos maiores consumidores de artigos de luxo do planeta e os brasileiros estão entre os maiores gastadores em termos absolutos, em dinheiro mesmo. Uma boa porcentagem disso se deve ao movimento de “popularização do luxo”, onde grandes marcas tornam determinados produtos acessíveis a mais consumidores, os tão falados classe-média ou AB. Exemplos recentes nos trazem esse movimento de mercado com evidência, tendo isso claro na proposta da marca Avon, até então focada claramente em atuação por preço. A Avon Brasil realizou um brunch no Jockey Club de São Paulo para apresentar os lançamentos voltados para o luxo, como a fragrância feminina Christian Lacroix Absynthe e o Ultra Color Rich Batom Ouro, maquiagem produzida com ouro 24k na fórmula. O luxo para a classe-média está atrelado não só a vontade das pessoas de consumir produtos de alto luxo, mas as necessidades desta indústria de crescer no Brasil. é um movimento não natural de uma indústria excludente que se fortalece em cima do slogan publicitário “não é pra você”, tornando o desejo de compra ainda mais forte.

Enquanto isso, só para colocarmos em números o mercado do super luxo, acessível a alguns poucos mortais, uma listinha para inspiração: diária suíte no hotel Burj Al Arab, em Dubai: 35.000 reais; Garrafa (uma) do vinho Montrachet, safra 78, Romanée-Conti: 56,7 mil reais; almoço no Eagle Ski Club em Gstaad, na Suíça; 103 mil reais, pois é preciso ser sócio do restaurante da mais luxuosa estação de esqui do mundo (e a fila de espera do restaurante é de 3 anos); Rolls Royce Phantom: 1,6 milhão de reais e, por fim, uma omelete no Norma, NY: 2.370 reais, a famosa Zillion Dollar Frittata, que leva em sua rica receita muito caviar, uma lagosta e otras cositas más.

Pensar que adquirir uma bolsa de R$ 1.000,00 (pagando em 6 vezes) é luxo pode lá ter sua lógica, se considerarmos que vivemos no Brasil, que é um país pobre e em desenvolvimento. O mercado de luxo segue caminhos diferentes e antagônicos. Fazer o que é luxo ser popular e fazer, ao mesmo tempo, distanciar alguns produtos cada vez mais da classe-média. Tanto que o passo concomitante à popularização do luxo para a classe média-alta é o início do ultra-luxo, com exemplos que já foram dados anteriormente. Este movimento talvez seja apenas temporal, restrito, que mais tarde deixará de existir, pela simples absorção de produtos que deixam de ser luxo para cair no consumo normal, como celular, por exemplo. Quando foi lançado, o celular D&G era uma extravagância; agora, já existe na bolsa de várias peruas remediadas no Brasil e no mundo.

Desta maneira, tem-se o Luxo Popular, “populariza-se” o luxo para uma classe social, os quase-ricos, e ao mesmo tempo, os produtos populares ganham um “toque” de luxo”. Como o movimento de oferecer produtos que até ontem eram “chiques” para estas pessoas, popularizar a compra de celulares, DVDs e câmeras fotográficas, entre outros, é um movimento saudável, a base de qualquer sistema capitalista, este desenvolvimento fatalmente acontecerá. Diante desse crescimento de marcas que tornam o luxo cada vez mais acessível aos consumidores, entender o mercado de luxo como uma atividade profissional e como segmento de negócios torna-se importante. Entender o que é luxo no nosso país, como podemos agregar valor a um serviço ou produto e cobrar mais por ele, pode ser a saída de muitas empresas em meio a concorrência que iguala categorias e nivela a compra. O que é luxo aqui pode não ser luxo lá, mas a estratégia e a lógica seguem os mesmo princípios.

O luxo é tecnológico também:

A Tiffany & Co lançou recentemente seu app de anel de noivado, o que permite que você personalize o anel de noivado dos sonhos e possa e vê-lo em tamanho real. Em uma das funcionalidades do aplicativo o tamanho do anel é dimensionado com a imagem do dedo na tela. Confiram abaixo o vídeo-demo:

Mudar o mundo pode ser divertido.

3 dez

Vivemos a era do consumidor consciente e muito se fala disso. Marcas encabeçando grandes causas, outras engajadas apenas pra vender mais e ainda existem as que iniciam movimentos bacanas que dão certo e que é possível se ver o resultado.

A Wolkswagem entrou nessa tendência de uma maneira inovadora e inusitada. Criou o “The fun Theory”, ou seja, maneiras divertidas de fazer com que as pessoas adotem hábitos saudáveis e benéficos pro ambiente.

Como o próprio site se intitula, é um portal “dedicado ao pensamento de que algo tão simples quanto divertido é a forma mais fácil mudar o comportamento das pessoas para melhor”.

Subir escadas musicais e abandonar o elevador ou escada rolante, não jogar lixo no chão ou reciclar embalagens fazem parte dos primeiros projetos. Ainda, entre os mais vistos, estão ideias que envolvem jogos ou arte.Os vídeos podem ser conferidos no canal do Youtube.

Além de colaborativa, a campanha trabalha relacionamento com consumidor, consciência de marca, lembrança e imagem. No site ainda dá pra votar na “melhor ideia”, no vídeo mais bacana e acompanhar as estatísticas lá no toplist.

Exemplo de ação que envolve plataformas de diferentes mídias, tendência forte pra qualquer marca, de qualquer segmento. Vale ficar ligado.

Pergunte aos universitários.

8 set

Uma matéria divulgada pelo Portal da Propaganda mostra que, de acordo com dados do INEP e da FVG, o público universitário se apresenta hoje com um alto potencial de fidelização, ganhando independência e poder de consumo. A previsão do Governo Federal é que em 2010 tenhamos mais de 9,5 milhões de estudantes dentro das instituições de ensino superior.

A movimentação financeira do público jovem no mercado nacional é de R$ 100 bilhões/ano e sua influência de consumo representa R$ 94 bilhões/ano. O total de consumo corresponde a R$ 194 bilhões/ano. Somente os universitários movimentam e influenciam R$ 76 bilhões/ano (cerca de 40%), mesmo representando apenas 26% do total dos jovens no Brasil. Diante dessa realidade, as ações voltadas para esse segmento se intensificam e, cada vez mais, consideram as particularidades desse grupo de mercado. Ainda existe uma demanda para se explorar. Uma pesquisa feita pelo CIEE, sobre o perfil do universitário da região metropolitana da cidade de São Paulo, mostra que as estatísticas ainda impressionam: 88% dos universitários não possuem notebook, 65% não utilizam carro próprio e, o mais impressionante, 47% ainda não possuem celular.

A Abril anda de olho nesse público e já possui estratégias focadas nele. A marca pensou um portal todo voltado aos interesses dos jovens, reunindo conteúdo de revistas e, óbvio, tendo nele uma eficiente ferramenta para monitorar hábitos, costumes e preferências. Levando a sério a premissa de que: nada melhor do que conhecer o público para acertar com ele. E, nesse caso, a estratégia trabalha relacionamento e pesquisa ao mesmo tendo. Tendência pura de “dar informação e receber”. É por isso que a Editora Abril lançou o NJovem, site que tem o objetivo de reunir e discutir pesquisas sobre comportamentos e tendências dos jovens. O espaço é mantido pelo Núcleo Jovem, área da Editora Abril responsável pela publicação das revistas Superinteressante, Capricho, Mundo Estranho, Loveteen, Aventuras na História, Guia do Estudante e Almanaque Abril. No site a empresa aproveita para divulgar as ações promocionais das revistas.

Uma das tendências levantadas na pesquisa do Núcleo Jovem é o relacionamento íntimo das novas gerações com a tecnologia. O levantamento chega até a descrever os aparelhos eletrônicos (celular, videogame, mp3 player e notebooks) como uma “extensão do corpo”. Esses produtos são descritos como itens que expressam personalidade (como foi dito por 15% dos entrevistados em relação ao celular), conectam-no ao mundo (laptop, 27%) ou que o deixam mais feliz (mp3 player, 36%).

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Além disso, algumas outras formas de comunicação já despotam como eficientes com esse público, como ações de branded content, como a da Coca-Cola e MTV, programetes de 15 segundos inspirados no formato da internet, interatividade através do celular e internet.

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Operadoras de celular, bancos, entre outros segmentos de mercado, já focam suas ações nesse público. Consideram para isso algumas caracterísitcas que fazem com que essa comunicação seja bem sucedida. A linguagem adequada para despertar o interesse desses estudantes, a personalização da mensagem, o momento de vida desse jovem que está entrando na universidade e com isso tem muitos sonhos e objetivos.

 

De acordo com a pesquisa, abrir um canal de comunicação direta, nessa época da vida do jovem, pode ser uma das estratégias mais interessantes para quem precisa fidelizar e sustentar a marca no mercado. Ainda ressalta que, para atingir esse público de maneira efetiva, são necessárias ações frenquentes, contato dia-a-dia, ações promocionais, as ações pontuais não marcam pelo número de abordagens que esse público recebe.

De acordo com dados da agência Mundo Universitário, anualmente, são realizadas 1,5 mil festas, 2 mil cervejadas e uma centena de atividades acadêmicas extra curriculares. Edições impressas das instituições de ensino e de suas entidades acadêmicas, assim como espaços de mídia indoor também estão em crescente ascensão. Importante entender também que se torna necessário criar novas formas de relacionamento com o jovem, que é um futuro potencial comprador de inúmeros segmentos de mercado. O processo não é simples, é preciso surpreender e investir com frequência.

É isso aí, pra quem busca trabalhar esse público, fica a dica de usar a criatividade pra chegar na altura dessa galera. Ah, e ficar de olho, porque isso tudo muda, sempre, a todo momento.

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