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Nem lá, nem cá.

16 jul

img1_194img2_194img3_194Muito se tem falado sobre o boom da classe C, enquanto consumidora, formadora de opinião para muitas marcas, foco de muitos mercados, ditadora de tendências e cada vez mais atenta em novidades e tecnologias que surgem junto com novos produtos. De outro lado temos a atenção voltada para o mercado de alto luxo, que cresce a cada dia no Brasil, cheio de estratégias próprias e peculiaridades. Separar o Brasil em classes socias é cada vez mais difícil. Ainda mais hoje no Brasil, onde as classes de maior renda se confundem devido ao aumento do público de alta renda (subida da classe C para média). Esta realidade se dá principalmente em função do favorável mercado brasileiro e pela constante aquisição e fusão de empresas no país. Há quem prefira classificar as pessoas de acordo com o comportamento, as aspirações ou hábitos, o que até certo ponto nos diz mais sobre os desejos aspiracionais das pessoas como consumidores. Mas, uma recente matéria publicada pelo site mundodomarketing.com.br aborda uma questão até então pouco discutida por observadores dos movimentos econômicos do nosso mercado. Fala da Classe Média Alta como um nicho esquecido de mercado. De acordo com um estudo da TNS InterScience, apesar de representar somente 4% da população brasileira, a Classe Média Alta detém 23% da renda total do país. Existe, portanto, uma demanda na classe intermediaria que está deixando de ser atendida. Elas têm renda familiar entre R$ 6 e 12 mil. Esta parcela da população já teve maior poder aquisitivo no passado, mas hoje ela consome mais porque tem mais opções de compra. “No passado havia menos canais de gasto e hoje a renda está mais distribuída e gera este sentimento de estar mais pobre”, afirma Elizabeth Salmeirão, Gerente de Negócios de Retail & Shopper Insights TNS InterScience. Essas pessoas são hoje, na sua grande maioria, executivos de grandes empresas e tem seu tempo tomado por isso. Esse perfil de consumidor que também precisa ser entendido traz consigo maior dificuldade de entender e atender suas necessidades. Os principais motivos que impedem a aproximação do entrevistador (profissional de pesquisas) aos profissionais do mercado de alta renda são: falta de segurança, intensa vida profissional, além de permanecerem cada vez mais em suas casas desfrutando do conforto do lar com a família, afirma levantamento realizado pela Fractual Consulting. Além dessas características relacionadas com a classe Média Alta, algumas outras conseguem nos mostrar com mais clareza o caminho do entendimento desse público: – são avessos a eventos e colunas sociais, dividem o tempo entre a família e gostam de estar em casa quando não estão no trabalho, por causa da segurança; – preferem não citar suas preferências e não mostrar seus bens; – na contramão dos que preferem gastar dinheiro com luxo, viagens caras e grifes estrangeiras, a Fractual detectou que é cada vez mais comum encontrar esse público em grupos seletos onde há pessoas com quem têm alguma afinidade. – se preocupa mais com o sucesso profissional do que com o acumulo de dinheiro; – para que preste atenção em uma marca ou produto é preciso oferecer algo relevante ou pertinente com o comportamento desse segmento, não sendo apegados em promoções ou ganhos em dinheiro; Importante entender que não está se falando da Classe A ou AA, mas de quem está a caminho dela, deseja produtos que ela consome ou aspira seus hábitos de consumo em serviços. Os gráficos acima nos ajudam a entender um pouco o comportamento e a movimentação das classes diante das novidades do mercado e a tecnologia. Se projetarmos o comportamento e as oscilações de cada classe em outras situações do cotidiano conseguimos prever algumas premissas ou valores que cada classe possivelmente valorize na hora da compra. O computador aparece como iten unânime entre as classes, já o primeiro gráfico nos apresenta a explicação das empresas estarem focando seus produtos nas classes C, D e E.

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